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Exercício para Gestantes

Durante a gestação, a manutenção da capacidade física, o controle de peso, o alívio do stress e a prevenção de de dores estão entre as principais razões para a procura de atividade física

Atualmente principalmente as mulheres "modernas" buscam intensivamente hábitos cada vez mais saudáveis, as pesquisas realizadas respondem muitas questões desconhecidas por toda a equipe que atua com este grupo em especial. Diversas adaptações anatômicas e fisiológicas acontecem com a gestante, sendo natural que o aumento de peso possui papel fundamental nessas alterações aumentando a sobrecarga principalmente nas articulações. A conhecida lombalgia (dor na região da coluna lombar), aumenta em até 50 % na gravidez, principalmente em decorrência da mudança do centro de gravidade. Essas mudanças contribuem para a predisposição a diminuição do equilíbrio e aumento do risco de quedas. (Acog 2002).

Alteraçòes hormonais como o aumento da produção de estrogênio e relaxina podem provocar a laxitude ligamentar, sendo este último um hormônio peptidíco produzido pelo corpo lúteo e responsável pelo relaxamento do tecido conectivo, incluindo ligamentos, fáscias e sínfises. Algumas alterações posturais também podem ocorrer, diversas compensações são realizadas pelas gestantes como a projeção do corpo para tráz, devido ao aumento da lordose lombar, protrusão (anteriorização) dos ombros e cabeça com consequente aumento da base de apoio caracterizando uma marcha típica durante o período gestacional.

Conheça nosso programa de Condicionamento Físico - Profissionais Especializados Conheça na tabela abaixo as contra-indicações ABSOLUTAS E RELATIVAS dos exercícios na gravidez.

Contra-indicação ABSOLUTAS Contra-indicações RELATIVAS
Doenças cardíacas Anemia severa
Doenças pulmonares obstrutivas Bronquite Crônica
Incompetência de colo uterino Arritmias cardíacas
Placenta prévia após 26 semanas de gestação Diabete Melito - Tipo I
Gestações múitiplas com risco de parto prematuros Obesidade extrema
Sangramento persistente no segundo e terceiro trimestre Extremo baixo peso corpóreo (IMC < 12)
Trabalhos de parto prematuro Retardo do crescimento uterino
Ruptura de membranas Hipertensão não-controlada
Hipertensão gravídica
Limitações ortopédicas
Baixo controle dos hormônios tireoideanos

Sabemos também que ocorrem diversas adaptações cardiovasculares, adaptações respiratórias (ventilatórias), portanto, ressaltamos que dependendo do período de gestação a aplicação de toda atividade física torna-se cada vez mais cautelosa. Sendo de suma importância uma orientação profissional para não expor riscos desnecessários a mãe e ao bebê principalmente.

Diversas respostas positivas podemos encontrar com os exercícios e de acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists, a principal questão refere-se a interferência da redistribuição de fluxo sanguineo durante o exercício sobre o transporte transplacentário de oxigênio, dióxido de carbono e nutrientes. De acordo com Duncombe e colaboradoress em estudo publicado (2006), vale citar que os exercícios realizados em imersão durante a gestação diminuem os riscos de o efeito de redistribuição de fluxo sanguíneo inteferir na circulação teto placentária. A pressão hidrostática provoca o aumento do fluxo sanguíneo central, minimizando os riscos adversos.

Os benefícios dos exercícios aquáticos maternos vão muito além do prazer de estar em água aquecida. Em duas pesquisas recentes realizadas para avaliar os efeitos da imersão na quantidade de líquido amniótico, mostrou-se que há aumento no volume de líquido amniótico em gestantes submetidas á imersão em água até a altura dos ombros, mantendo a quantidade deste líquido dentro dos padrões normais para uma gestação sadia. (Artal 1986 e Aires e cols 2001).

A realização de exercícios no primeiro e segundo trimestres de gestação estimula o crescimento placentário, já no terceiro trimestre seu efeito é menor. O exercício associado a dieta com ingestão adequada de carboidratos diminui o risco de prejudicar o desenvolvimento fetal; já episódios repetitivos de hipoglicemia são responsáveis por baixo peso ao nascimento. (Clapp 2006).

Saber as características das gestantes torna-se ponto de suma importância no direcionamento de suas atividades, damos um exemplo de mulheres já praticantes de natação, hidroginástica, que fazem caminhada, andam de bicicleta dentre outros esportes. Este direcioamento do melhor exercício tem de ser observado e levado em consideração no momento de escolha da atividade física mais adequada. Schmidt em 2006, relata que é necessário avaliar de modo global todas as atividades diárias das gestantes, incluindo atividades domésticas e profissionais, descreve também que os exercícios aquáticos são os mais indicados por apresentarem benefícios da imersão associados aos benefícios dos exercícios propriamente ditos.

O American College of Sports and Medicine (ACSM), orienta a prescrição de exercícios de moderada intensidade para a manutenção e a melhora do condicionamento físico em mulheres sedentárias não grávidas, em metanálise realizada em 2000 conclui não ter efeito adverso saúde materno-fetal em exercícios realizados a 81% da frequencia cardíaca máxima materna. Para tanto ressaltamos a orientação de profissionais qualificados no atendimento a esta população em especial.

O ACSM também recomenda que para pessoas saudáveis e não-grávidas o tempo de exercícios é de 30 minutos diários.

Um estudo publicado em 2007 por Polman e colaboradores, evidenciou a melhora significativa do comportamento emocional em mulheres que realizaram atividade física na água. Dentre seus benefícios podemos citar que com os efeitos hemodinâmicos decorrentes da imersão ocorre diminuição da pressão arterial, causada pela diminuição de determinados hormônios, como aldosterona por exemplo. Menor sobrecarga nas articulações do quadril, joelhos e tornozelos devido ao mínimo de impacto existente, melhora na liberdade de movimentação proporcionada pela não presença da força gravitacional, melhora considerável no condicionamento físico, assim como a disposição física para as atividades de vida diária.

Programa Especial de Natação e Hidroginástica!

De acordo com o parto a ser realizado podemos centralizar os exercícios, como exemplo, nos partos de cesariana um trabalho de fortalecimento específico dos músculos abdominais, exercícios de reeducação diafragmática podem facilitar a recuperação no pós-operatório. E nos casos de parto natural um trabalho específico em todo o assoalho pélvico, assim como, reeducação diafragmática é de extrema importância tanto no intra como na recuperação pós-parto.

Após o período de gestação o retorno da atividade física deverá ser analisado individualmente respeitando as limitações e os objetivos a serem alcançados. A liberação para o exercício deve ocorrer após 6 semanas: só então deve-se criar as metas a serem alcançadas.

Procure sempre por profissionais qualificados, exija resultados satiafatórios pois nesta fase de mudanças e descobertas tanto para a futura mamãe quanto para o papai...a atividade física deverá ser sua companheira, solicite a liberação de seu médico e não perca tempo !!! Pois são somente 9 meses.